![]() |
| Graduale Simplex (1978) |
Diœcesis Urbis
PASTORAL DIOCESANA DA LITURGIA
O KYRIALE ROMANUM E OS CANTOS DO ORDINÁRIO DA MISSA
Origem histórica, as dezoito Missas gregorianas, os seis Credos e orientações para a escolha das melodias
SUBSÍDIO DE FORMAÇÃO LITÚRGICO-MUSICAL
Aos Reverendos Presbíteros e Diáconos, aos Mestres de Cerimônias e a todos os que colaboram com o canto nas celebrações de nossa comunidade diocesana:
Saúde e paz em Nosso Senhor Jesus Cristo.
Em continuidade à Nota de Orientação Litúrgico-Musical, publicada por esta Pastoral, apresentamos o presente estudo dedicado ao Kyriale Romanum e às melodias do Credo. Seu objetivo é oferecer aos responsáveis pelas celebrações representadas na Diocese de Roma conhecimentos históricos e critérios práticos para identificar, pesquisar e escolher os cantos tradicionais em latim, sem transformar as recomendações de repertório em obrigações inexistentes.
A Constituição Sacrosanctum Concilium, do Concílio Vaticano II, reconhece o canto gregoriano como próprio da liturgia romana e lhe confere, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar (cf. SC, 116). O mesmo Concílio determina que os fiéis possam recitar ou cantar em latim as partes do Ordinário que lhes competem (cf. SC, 54). A conservação desse patrimônio, portanto, não é contrária à reforma conciliar: é expressamente recomendada por ela.
Este artigo é especialmente útil e recomendado aos celebrantes que optarem por empregar o latim e o canto gregoriano nas representações de suas celebrações. Destina-se também aos cerimoniários e responsáveis pelo canto que desejem conhecer as diferentes melodias e suas aplicações. Tem natureza formativa e orientativa: não estabelece a obrigatoriedade de celebrar em latim nem restringe o repertório às versões aqui mencionadas.
I — O QUE É O KYRIALE ROMANUM?
Denomina-se Kyriale a coleção de melodias gregorianas destinadas, principalmente, aos textos do Ordinário da Missa: Kyrie, Gloria, Sanctus e Agnus Dei. Ao lado desses conjuntos, os livros tradicionais apresentam melodias do Credo, cantos facultativos (ad libitum) e outras fórmulas do rito.
Convém distinguir o Ordinário do Próprio da Missa. O primeiro compreende textos que conservam sua formulação entre muitas celebrações, embora alguns só sejam utilizados nos dias previstos pelas rubricas. O segundo reúne cantos ligados à celebração particular, como o introito, o ofertório e a comunhão. Assim, saber qual Kyrie cantar não substitui a necessidade de escolher o canto de entrada próprio do dia.
O Kyriale Romanum, tal como transmitido no Graduale Romanum de 1974, apresenta dezoito conjuntos de Missas gregorianas, numerados de I a XVIII, e seis melodias principais do Credo, numeradas de I a VI. Existem ainda opções musicais adicionais. A palavra “Missa”, nessa classificação, designa um conjunto de cantos: não indica uma Oração Eucarística diferente, nem outro rito sacramental.
Como exemplo, a Missa VIII — De Angelis reúne melodias identificadas como Kyrie VIII, Gloria VIII, Sanctus VIII e Agnus Dei VIII. Já o Credo é escolhido separadamente: não existe, nessa coleção, um “Credo VIII” correspondente obrigatoriamente à Missa VIII.
II — ORIGEM E DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO
Os textos do Ordinário remontam a épocas diferentes da história cristã. O Kyrie eleison conserva uma súplica em língua grega, que significa “Senhor, tende piedade”; o Gloria in excelsis Deo provém da antiga tradição hinológica cristã; o Sanctus retoma a aclamação de Isaías 6,3, associada ao louvor evangélico; e o Agnus Dei foi incorporado à Missa romana no século VII, sob o Papa Sérgio I.
O Credo possui origem doutrinal nos concílios de Niceia (325) e Constantinopla (381), mas sua adoção na celebração eucarística em Roma ocorreu muito depois, tradicionalmente situada no ano de 1014, durante o pontificado de Bento VIII. Essas datas referem-se aos textos e à história do rito, não necessariamente à composição das melodias hoje conhecidas.
As melodias reunidas nos livros gregorianos desenvolveram-se ao longo de muitos séculos. O repertório denominado “gregoriano” foi moldado por um processo histórico de transmissão e elaboração, especialmente a partir dos séculos VIII e IX, envolvendo tradições romanas e franco-carolíngias. A denominação honra a memória de São Gregório Magno, mas não significa que o pontífice tenha pessoalmente composto todas as peças que hoje cantamos.
Durante a Idade Média floresceram numerosas melodias para os textos fixos da Missa. Nem todas provinham do mesmo século, região ou compositor. A organização posterior das peças em dezoito conjuntos constitui, portanto, uma classificação prática de repertórios históricos, e não uma série de dezoito obras integralmente compostas por dezoito autores determinados.
Por que algumas Missas possuem nomes peculiares? Expressões como Lux et Origo, Fons Bonitatis, Orbis Factor e Alme Pater estão relacionadas, em muitos casos, à tradição dos tropos: textos acrescentados a determinadas melodias medievais. Embora tais acréscimos não integrem o texto ordinário atual do Kyrie, os nomes sobreviveram como identificação de várias peças e conjuntos. É por isso que podemos ouvir falar do “Kyrie Orbis Factor” sem que a expressão Orbis Factor seja cantada no texto do Kyrie.
III — AS DEZOITO MISSAS DO KYRIALE
Os conjuntos abaixo conservam designações tradicionalmente associadas a tempos ou categorias de celebração. Algumas denominações antigas, como “festa dupla”, “semidupla” e “festa simples”, pertencem a classificações anteriores do calendário romano; não devem ser confundidas automaticamente com as categorias atuais de solenidade, festa e memória. O quadro oferece uma orientação histórica, não uma lista de correspondências obrigatórias.
| Nº | Denominação tradicional | Referência tradicional de uso |
|---|---|---|
| I | Lux et Origo | Tempo Pascal. |
| II | Fons Bonitatis | Celebrações de grande solenidade. |
| III | Deus Sempiterne | Celebrações de grande solenidade. |
| IV | Cunctipotens Genitor Deus | Festas; associação histórica também com Apóstolos. |
| V | Magnae Deus Potentiae | Festas. |
| VI | Rex Genitor | Festas. |
| VII | Rex Splendens | Festas. |
| VIII | De Angelis | Festas e celebrações solenes em geral. |
| IX | Cum Iubilo | Celebrações de Nossa Senhora. |
| X | Alme Pater | Celebrações de Nossa Senhora. |
| XI | Orbis Factor | Domingos durante o ano. |
| XII | Pater Cuncta | Antigas festas de categoria semidupla. |
| XIII | Stelliferi Conditor | Antigas festas de categoria semidupla. |
| XIV | Iesu Redemptor | Antigas celebrações nas oitavas não marianas. |
| XV | Dominator Deus | Antigas festas simples e outras celebrações menos solenes. |
| XVI | Missa XVI | Dias feriais do Tempo Comum. |
| XVII | Missa XVII | Domingos do Advento e da Quaresma. |
| XVIII | Missa XVIII | Dias feriais do Advento e da Quaresma; outras associações antigas. |
Nota histórica: algumas obras antigas também atribuem nomes aos conjuntos XVII e XVIII e registram formas próprias para Missas pelos defuntos. A aplicação atual de tais formas deve sempre seguir os livros litúrgicos correspondentes.
É importante perceber que as Missas XVI, XVII e XVIII não possuem Glória em seus conjuntos, em consonância com os usos tradicionais aos quais foram associadas. Isso não significa que o repertório musical determine a supressão do hino: a presença ou ausência do Glória deve ser decidida pelas rubricas da celebração. Do mesmo modo, a escolha de um Kyrie da Missa XI não torna ilícito o emprego de um Sanctus proveniente de outro conjunto, desde que os textos e o rito sejam respeitados.
Para o estudo das partituras, recomendamos consultar o Graduale Romanum (1974), em PDF, a indexação do mesmo livro no GregoBase e o índice das dezoito Missas do Cantus Organi.
IV — O CREDO: UM ÚNICO TEXTO, DIVERSAS MELODIAS
O Credo exprime a profissão de fé da Igreja. No Kyriale, as expressões Credo I, Credo II, Credo III e assim sucessivamente identificam melodias distintas para o mesmo texto do Símbolo Niceno-Constantinopolitano; não significam seis doutrinas, seis versões arbitrárias da fé ou seis fórmulas livremente modificáveis.
Segundo a Instrução Geral do Missal Romano (n. 68), o Símbolo é cantado ou recitado nos domingos e solenidades, podendo também ser utilizado em celebrações particulares mais solenes. Sua execução deve conservar o texto litúrgico e favorecer a participação da assembleia.
A edição de 1974 do Graduale Romanum apresenta os seis Credos principais nas páginas indicadas abaixo. Cada referência encaminha a uma partitura identificada no GregoBase:
| Melodia | Página de 1974 | Partitura |
|---|---|---|
| Credo I | 769 | Consultar Credo I |
| Credo II | 771 | Consultar Credo II |
| Credo III | 774 | Consultar Credo III |
| Credo IV | 776 | Consultar Credo IV |
| Credo V | 779 | Consultar Credo V |
| Credo VI | 782 | Consultar Credo VI |
O Credo III é uma opção amplamente conhecida e pode ser adotado com proveito como referência comum. Contudo, não existe uma norma universal determinando que ele seja obrigatório nas solenidades ou que o Credo I pertença exclusivamente a determinado tempo. A escolha deve respeitar a fidelidade do texto, a musicalidade da versão e a participação dos fiéis.
Convém ainda conferir a edição da partitura: na internet encontram-se melodias com números semelhantes oriundas de tradições dominicanas, ambrosianas ou de outros livros. Para estudar o Kyriale Romano, recomenda-se verificar a indicação editorial Graduale Romanum, Solesmes, 1974 ou fonte equivalente.
V — NÚMERO DA MISSA, MODO GREGORIANO E TOM: NÃO SÃO A MESMA COISA
Quando se afirma que determinada peça é um “Kyrie VIII”, o algarismo romano indica seu lugar no conjunto musical do Kyriale. Isso é diferente do modo gregoriano, categoria que descreve características da organização melódica, como nota final, extensão e fórmulas características.
A teoria modal tradicional distingue oito modos, conhecidos como dórico, hipodórico, frígio, hipofrígio, lídio, hipolídio, mixolídio e hipomixolídio. Esses nomes pertencem à história da teoria musical e não equivalem, de maneira simples, às tonalidades maiores ou menores modernas.
Assim, a expressão “Missa VIII” não quer dizer “Missa escrita no oitavo modo”. Um único conjunto pode até reunir cantos pertencentes a modos diferentes. Também não se deve confundir esses oito modos com os diversos tons de recitação utilizados em prefácios, salmodias ou diálogos litúrgicos.
VI — COMO ESCOLHER CORRETAMENTE CADA CANTO?
O critério fundamental está na correspondência entre música e rito. O Ordo Cantus Missae, cuja segunda edição típica é de 1988, orienta, na seção dedicada ao Kyriale, que a seleção das melodias considere a capacidade dos cantores e que as melodias mais ornamentadas sejam preferidas nas celebrações mais solenes. A solenidade do dia, por si só, não obriga a utilizar a peça musical mais extensa ou difícil.
Sugerimos o seguinte percurso de decisão, que pode ser seguido sem necessidade de autorização individual da Pastoral:
Primeiro, identificar o dia e as rubricas: se há Glória, se há Credo, se ocorre uma celebração mariana, se é Advento, Quaresma, Tempo Pascal ou Tempo Comum.
Segundo, consultar as associações tradicionais do Kyriale, tomadas como referências úteis, não como exclusividades. A Missa I é uma boa escolha para a Páscoa; a IX ou a X, para celebrações marianas; a XI, para os domingos do Tempo Comum; e a XVII ou XVIII, conforme sua tradição, para Advento e Quaresma.
Terceiro, escolher o Credo separadamente, se o rito o prescrever. Nada exige que seu número corresponda ao número do conjunto musical utilizado.
Quarto, conferir a partitura e a integridade do texto da gravação. Nem todo vídeo intitulado “Kyrie gregoriano” utiliza a mesma melodia, e nem todo “Credo II” corresponde à edição romana pretendida.
Quinto, observar a duração, a clareza do canto e o momento da execução, especialmente nas representações realizadas com auxílio de bots musicais. Recomendam-se preferencialmente gravações executadas por coro sacro e, quando houver acompanhamento instrumental, com órgão utilizado de maneira discreta, sem encobrir as palavras. Gravações de canto gregoriano somente vocal, a cappella, continuam plenamente apropriadas. Trata-se de preferência musical para auxiliar a escolha, e não de obrigação ou condição exclusiva para o uso do repertório.
A gravação é recurso técnico de nossa comunidade virtual e não deve fazer a celebração perder sua sequência de orações, proclamações e silêncios. Antes do uso, convém ouvir a faixa por inteiro, verificar a correspondência com a partitura escolhida e confirmar se poderá ser reproduzida adequadamente pelo bot.
A própria alternância entre conjuntos é possível: utilizar um Kyrie da Missa XI, um Sanctus de outra Missa e um Credo III não constitui, por si só, uma infração. Entretanto, não se podem substituir ou abreviar arbitrariamente os textos litúrgicos, nem acrescentar o Glória ou o Credo a celebrações em que não estejam previstos, apenas porque se deseja ouvir determinada gravação.
Há um cuidado especial com o Kyrie: a IGMR, n. 52, prevê normalmente a repetição de cada aclamação, admitindo repetições adicionais por razões musicais. O Ordo Cantus Missae explica que certas melodias tradicionais possuem nove invocações integralmente notadas e conservam essa forma; outras têm disposição mais breve. Por isso, não se deve cortar mecanicamente todas as gravações após seis invocações, nem supor que todas devam possuir nove.
Quando o Kyrie funciona como resposta às invocações do ato penitencial, o mesmo Ordo Cantus Missae recomenda melodias dos Kyries XVI ou XVIII, ou do Kyriale Simplex. É uma situação distinta do Kyrie cantado depois do ato penitencial.
VII — EXEMPLOS DE SELEÇÃO PARA O ANO LITÚRGICO
A título de orientação, apresentam-se três possibilidades de combinação. Elas não criam repertórios obrigatórios nem dispensam a consulta às rubricas do dia.
Domingo do Tempo Comum: Kyrie XI, Gloria XI, Sanctus XI e Agnus Dei XI, com Credo III ou outra melodia apropriadamente escolhida. Essa combinação valoriza o uso dominical tradicional da Orbis Factor.
Solenidade da Imaculada Conceição: Kyrie IX, Gloria IX, Sanctus IX e Agnus Dei IX, com um dos Credos previstos no repertório. A associação mariana da Cum Iubilo oferece boa referência; não significa que o conjunto IX seja o único permitido nessa solenidade.
Domingo da Quaresma: Kyrie XVII, Sanctus XVII e Agnus Dei XVII, com o Credo cantado ou recitado. O Glória permanece omitido segundo as rubricas dominicais da Quaresma. Não é o número XVII que determina a omissão; é o próprio calendário litúrgico.
Em qualquer caso, a escolha musical deve ser feita com o propósito de servir à oração, e não de demonstrar conhecimento técnico ou acumular peças raras. Um canto simples, inteligível e adequadamente empregado vale mais, para a ação litúrgica, do que uma execução musicalmente impressionante mas deslocada do rito.
VIII — ONDE PESQUISAR AS PARTITURAS E AS GRAVAÇÕES?
A melhor pesquisa começa pelo nome preciso da peça e por sua fonte litúrgica. Depois de identificar a melodia no livro ou na partitura, as pesquisas por gravações poderão ser realizadas no YouTube ou em outras plataformas. Evitem-se pesquisas excessivamente genéricas, como “músicas latinas bonitas”, que misturam repertório litúrgico, concertos e peças devocionais.
Ao comparar resultados, deem-se preferência às interpretações com coro e órgão, de boa qualidade sonora e execução sóbria, sempre que houver versões compatíveis com a melodia e com o rito. O uso do órgão não é condição necessária para a validade musical da escolha: o canto gregoriano executado por coro sem acompanhamento instrumental também é uma referência tradicional de excelência. Não se confundam essas preferências de gravação com exigências universais da legislação litúrgica.
Recomendamos as seguintes referências:
1. Abadia de Solesmes — Graduale Romanum. Referência editorial para o repertório gregoriano da Missa segundo a reforma litúrgica.
2. Graduale Romanum (1974) — PDF de consulta. Auxilia a localização dos cantos, respeitados os direitos de edição e reprodução.
3. GregoBase — Banco de partituras gregorianas. Permite consultar versões, fontes e notação das melodias. Para o Kyriale da edição de 1974, também se pode utilizar o índice específico do Graduale Romanum.
4. Dicastério para o Culto Divino — Ordo Cantus Missae. Identificação oficial da segunda edição típica de 1988.
5. Introdução ao Ordo Cantus Missae — tradução inglesa não oficial. Subsídio de estudo das orientações gerais, a ser conferido com o texto latino oficial.
6. Portal de Liturgia da Santa Sé do Minecraft. Permanece a principal referência comunitária oficial para o repertório em português, conforme a Nota Diocesana anterior.
7. Ora et Labora — Graduale Romanum. Acervo digital particularmente útil para consultar não apenas as melodias do Kyriale e do Credo, mas também os cantos próprios de cada celebração: introito, gradual, Aleluia (ou trato, conforme o tempo), ofertório e comunhão. Apresenta partituras em notação gregoriana, textos latinos, traduções e indicações de uso. A ferramenta Montar a Missa permite consultar o Próprio, o Ordinário e o Credo numa mesma sequência. Trata-se de subsídio de pesquisa, cuja aplicação deve respeitar os livros litúrgicos e as rubricas vigentes.
No YouTube, fórmulas como “Kyrie XI Orbis Factor choir organ”, “Missa IX Cum Jubilo Gregorian chant choir” e “Credo III Gregorian chant choir organ” ajudam a localizar interpretações comparáveis; os links abrem pesquisas, não gravações previamente avaliadas. Para um canto próprio, convém consultar primeiro o dia no Ora et Labora e, em seguida, pesquisar no YouTube o título latino exato da peça. A presença de uma gravação em uma plataforma não é, por si só, garantia de fidelidade à partitura nem autorização para retransmissão.
IX — ORIENTAÇÃO AOS SACERDOTES E RESPONSÁVEIS PELOS CANTOS
A Pastoral Diocesana da Liturgia poderá, oportunamente, divulgar seleções de interpretações gregorianas e outros materiais destinados a facilitar o estudo e a utilização do Kyriale. Tais indicações terão caráter formativo e facultativo. Não constituirão lista exaustiva, tampouco exigirão que os sacerdotes utilizem exclusivamente as gravações sugeridas pela Pastoral.
A escolha ordinária permanece confiada ao discernimento dos sacerdotes e responsáveis por cada celebração, em conformidade com a Nota de Orientação Litúrgico-Musical já publicada. A finalidade deste subsídio é oferecer melhores critérios, não instituir uma nova etapa burocrática de aprovação de repertório.
Em particular, recomendamos a consulta deste artigo aos celebrantes que desejarem utilizar cantos em latim ou o canto gregoriano, para que possam escolher com segurança entre as diferentes Missas do Kyriale, as melodias do Credo e os cantos próprios do dia. Sua adoção permanece facultativa, conforme as orientações gerais já publicadas pela Diocese.
Recordamos que as atividades da Diocese de Roma no Minecraft são representações virtuais de caráter comunitário e formativo; não se confundem com a celebração sacramental real da Santa Missa. A utilização de gravações por bot é uma adaptação técnica dessa realidade e não deve ser apresentada como norma da Igreja para liturgias presenciais.
Que a redescoberta do Kyriale Romanum não se limite à apreciação de músicas antigas, mas conduza ao conhecimento da fé, à veneração do patrimônio da Igreja e à compreensão de que, na tradição litúrgica, não se trata apenas de cantar durante a Missa, mas de cantar os próprios textos da Missa.
Confiamos este trabalho à intercessão da Santíssima Virgem Maria e dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo.

.png)